
UM COPO DE DADOS
Um copo de dados não abolirá
o azar. Casa-se ocaso e acaso?
Uma lança fura as nádegas
de lado a lado, Joaquim.
Estou triste e quem não estiver
que se dane, não é, Manuel?
Somos todos bons burgueses!
Mas a nossa pança de bosta, eia!
vale mais que o pé sem meia?
Não quero saber da poesia
parida no buraco do rato.
Quero a poesia como uma faca
na barriga. Que o sangue jorra.
Pus. Onde pus a esperança
é logro, o lúcido, o podre.
bom Ano
ResponderExcluirRUGIDO
Rugido
Rugido forte
Rugido de Leão...
Leão verde, castanho ou amarelo
Animal...Rei...
Rei da selva...
Rei do Mundo...
Fazes inveja...
Fazes sofrer...
Mas és o nosso símbolo...
Símbolo nobre e corajoso...
E por isso...
Nós sofremos contigo...
Gostamos de ti...
Quando ganhamos...
E quando perdemos...
E no perder...
Ainda te queremos mais...
Pois aí sentimos o carinho...
De te confortar...
De te pagar devagarinho...
E dizer-te baixinho...
Amanhã, vamos ganhar!...
LILI LARANJO
Linda e bem expressiva! abraços, tudo de bom,chica
ResponderExcluir"Quero a poesia como uma faca
ResponderExcluirna barriga. Que o sangue jorra."
belobelo!
Caro Poeta,
ResponderExcluirAgradeço-lhe o seu comentário-poema ao meu SEM NOME.
Permita-me que, a propósito desta revisita, aqui deixe:
OS DADOS
neste jogo de cara ou de coroa
lanço os dados da sorte com a mão esquerda
se aposto no cavalo que ainda voa
de súbito afocinha e cai por terra
(ou o baralho de cartas não tem ases
ou o gatilho do revólver não dispara)
Domingos da Mota